O ferro é um dos minerais mais importantes no organismo humano, desempenhando
funções essenciais para a saúde e o funcionamento adequado do corpo.
Tem como função
Formação da hemoglobina, uma proteína presente nos glóbulos vermelhos,
responsável pelo transporte de oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo.
O Papel do Oxigénio no Sangue
O oxigénio (O₂) desempenha um papel vital no sangue, é essencial para a sobrevivência
e funcionamento adequado de todas as células do corpo humano. Ele é transportado
pelo sistema circulatório e utilizado para a produção de energia celular, garantindo o
funcionamento dos órgãos e tecidos.
- Transporte do Oxigénio pelo Sangue
O oxigénio é inalado pelos pulmões e passa para os alvéolos pulmonares, onde entra na corrente sanguínea através dos capilares. A partir daí, ele é transportado pelo sangue de duas formas principais:
Hemoglobina (98%): A maior parte do oxigénio liga-se à hemoglobina (Hb), uma proteína rica em ferro presente nos glóbulos vermelhos. A hemoglobina capta o oxigénio nos pulmões e o distribui para os tecidos do corpo. Plasma sanguíneo (2%): Uma pequena quantidade de oxigénio dissolve-se diretamente no plasma, sendo transportado livremente.
2. Papel do Oxigénio nas Células e Produção de Energia
O oxigénio é essencial para a respiração celular, processo no qual as células convertem
nutrientes (como glicose) em ATP (adenosina trifosfato), a principal fonte de energia do
corpo. Esse processo ocorre nas mitocôndrias e é conhecido como fosforilação
oxidativa.
Sem oxigénio suficiente, a produção de ATP é reduzida, comprometendo o
funcionamento celular e levando à fadiga, confusão mental e falha orgânica em casos graves.
3. Regulação do Oxigénio no Sangue
O corpo mantém um equilíbrio rigoroso na quantidade de oxigénio transportado pelo
sangue. Isso ocorre por meio de mecanismos como:
Nível de eritropoietina (EPO): Quando os níveis de oxigénio caem, os rins liberam a
hormona eritropoietina, estimulando a produção de mais glóbulos vermelhos.
Frequência respiratória: Em situações de hipoxia (baixa oxigenação), o corpo aumenta
a frequência respiratória para captar mais oxigénio.
Vasodilatação e vasoconstrição: Os vasos sanguíneos ajustam seu diâmetro para
otimizar a distribuição de oxigénio aos tecidos.
Para além da hemoglobina, o ferro está envolvido em diversos processos metabólicos
fundamentais.
Principais funções do ferro no organismo
Síntese de hormonas e neurotransmissores
O ferro é essencial para a produção de hormonas como a tiroxina (T4), produzida pela
glândula tireoide, que regula o metabolismo.
O Papel da Tiroxina (T4) no Organismo
A tiroxina (T4) é uma das principais hormonas tireoidianas, produzida pela glândula
tireoide e essencial para o metabolismo e equilíbrio do organismo. Ela desempenha
diversas funções fundamentais, regulando desde o crescimento até o metabolismo
energético e a função dos órgãos.
1. O que é a Tiroxina (T4)?
A tiroxina (T4) é uma hormona tireoidiana secretado pela glândula tireoide em
resposta à hormona estimuladora da tireoide (TSH), produzido pela hipófise.
A maior parte do T4 circula no sangue ligada a proteínas, mas apenas uma pequena
fração está na forma livre (T4 livre), que é a forma ativa.
O T4 é convertido em triiodotironina (T3), a forma mais ativa da hormona, nos tecidosalvo, onde exerce suas funções.
2. Principais Funções da Tiroxina no Corpo
2.1. Regulação do Metabolismo
A principal função da T4 é controlar a taxa metabólica basal, ou seja, a quantidade de
energia que o corpo consome em repouso.
Estimula a produção de ATP, aumentando a queima de calorias e influenciando o gasto
energético.
Regula o uso de oxigênio e a produção de calor, sendo essencial para a
termorregulação.
2. 2. Crescimento e Desenvolvimento
Essencial no desenvolvimento fetal e infantil, especialmente para o crescimento do
sistema nervoso central e dos ossos.
Deficiências de T4 na infância podem levar a retardo no crescimento e déficits
neurológicos (como o hipotireoidismo congénito).
2. 3. Função Cerebral e Cognitiva
Mantém o equilíbrio químico do cérebro, regulando funções cognitivas como memória,
concentração e humor.
Alterações na tireoide podem levar a fadiga, depressão ou ansiedade.
2. 4. Regulação do Sistema Cardiovascular
Aumenta a frequência cardíaca e a contratilidade do coração, garantindo uma
circulação eficiente do sangue.
Regula a pressão arterial e a vascularização dos tecidos.
2. 5. Controle do Peso e Metabolismo de Gorduras e Açúcares
Atua na decomposição de gorduras e no controle do nível de glicose no sangue.
Influencia o equilíbrio entre armazenamento e queima de gordura, sendo fundamental
para o controle do peso corporal.
2. 6. Influência no Humor e Bem-Estar
Baixos níveis de tiroxina podem causar letargia, depressão e falta de motivação,
enquanto níveis elevados podem levar a ansiedade e irritabilidade.
2. 7. Função Reprodutiva e Hormonal
Regula a produção das hormonas sexuais, influenciando a fertilidade e a função
menstrual.
O hipotireoidismo pode causar infertilidade ou ciclos menstruais irregulares.
Também participa da síntese de dopamina, serotonina e noradrenalina,
neurotransmissores essenciais para o equilíbrio do humor, cognição e regulação do
sono.
Dopamina, Serotonina e Noradrenalina: O Papel no Organismo
Os neurotransmissores dopamina, serotonina e noradrenalina desempenham um papel
crucial na regulação do humor, comportamento, motivação e funções fisiológicas. Cada
um tem funções distintas, mas trabalham em conjunto para manter o equilíbrio do
sistema nervoso e a saúde mental.
1. Dopamina: O Neurotransmissor da Recompensa e Motivação
- Função Principal: Motivação, prazer, aprendizado e controle motor.
- Onde é Produzida: Substância negra e área tegmental ventral no cérebro.
Principais Efeitos da Dopamina:
✔ Sistema de Recompensa: Criando sensações de prazer e reforçando
comportamentos positivos.
✔ Motivação e Aprendizado: Essencial para a busca de metas e para a memória.
✔ Coordenação Motora: Regula movimentos corporais (deficiências levam a distúrbios
como Parkinson).
✔ Tomada de Decisão e Criatividade: Influencia pensamento crítico e inovação.
Dopamina em Desequilíbrio:
Deficiência de Dopamina:
Falta de motivação e energia (apatia).
Depressão e anedonia (incapacidade de sentir prazer).
Dificuldade de concentração e aprendizado (comum em TDAH).
Doença de Parkinson (perda de controle motor).
Excesso de Dopamina:
Hiperatividade e impulsividade.
Comportamento obsessivo (compulsões, vícios).
Relação com transtornos como esquizofrenia (delírios e alucinações).
2. Serotonina: O Neurotransmissor do Bem-Estar
- Função Principal: Regulação do humor, sono, apetite e bem-estar emocional.
- Onde é Produzida: Principalmente no intestino (90%) e no cérebro.
Principais Efeitos da Serotonina:
✔ Equilíbrio Emocional: Mantém o humor estável, prevenindo depressão e ansiedade.
✔ Regulação do Sono: Ajuda na produção de melatonina, essencial para um sono
reparador.
✔ Controle do Apetite: Influencia a saciedade e reduz a compulsão alimentar.
✔ Função Cognitiva: Importante para a memória e aprendizado.
Serotonina em Desequilíbrio:
Deficiência de Serotonina:
Depressão e ansiedade.
Insônia e problemas de sono.
Irritabilidade e alterações de humor.
Aumento da compulsão alimentar (especialmente por carboidratos).
Excesso de Serotonina: (Síndrome da Serotonina – condição rara)
Agitação extrema, tremores e sudorese.
Alucinações e confusão mental.
Hipertensão e febre.
3. Noradrenalina: O Neurotransmissor da Energia e Alerta
- Função Principal: Resposta ao estresse, atenção e regulação do sistema
cardiovascular. - Onde é Produzida: Glândulas suprarrenais e tronco encefálico.
Principais Efeitos da Noradrenalina:
✔ Atenção e Concentração: Facilita a resposta rápida a estímulos externos.
✔ Regulação do Estresse: Ativa o sistema nervoso simpático, preparando o corpo para
reagir ao perigo (“luta ou fuga”).
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✔ Regulação da Pressão Arterial: Aumenta o fluxo sanguíneo para os músculos e
cérebro.
✔ Estimula a Liberação de Glicose: Mantém os níveis de energia para atividades
exigentes.
Noradrenalina em Desequilíbrio:
Deficiência de Noradrenalina:
Falta de energia e fadiga.
Déficit de atenção e dificuldade de aprendizado.
Depressão e desmotivação.
Excesso de Noradrenalina:
Ansiedade e nervosismo.
Aumento da pressão arterial e frequência cardíaca.
Insônia e sensação de inquietação.
Produção de energia celular
O ferro faz parte de enzimas mitocondriais envolvidas na cadeia respiratória,
garantindo a produção de ATP (energia celular).
O ATP (adenosina trifosfato) é a principal molécula de armazenamento e transporte de
energia nas células do organismo. Ele desempenha um papel essencial em diversos
processos biológicos, garantindo o funcionamento adequado do metabolismo celular.
Suas funções incluem:
- Fornecimento de energia: O ATP é a “moeda energética” das células, fornecendo
energia para processos como contração muscular, síntese de proteínas e transporte de
substâncias. - Metabolismo celular: Participa de reações químicas essenciais para a vida, como
respiração celular e glicólise. - Ativação de enzimas: Muitas enzimas dependem do ATP para funcionar
corretamente, regulando atividades metabólicas. - Transporte ativo de substâncias: O ATP é necessário para bombear íons e moléculas
através das membranas celulares (exemplo: bomba de sódio e potássio). - Sinalização celular: Atua como mensageiro intracelular, auxiliando na comunicação
entre células e no controle de processos fisiológicos. - Produção de calor: Em situações de frio, o ATP pode ser utilizado na geração de
calor para manter a temperatura corporal.
A energia do ATP é liberada quando uma de suas ligações fosfato é quebrada,
transformando-se em ADP (adenosina difosfato). Essa conversão ocorre
constantemente, garantindo energia contínua para o organismo.
Déficit de ATP: O que causa no organismo?
O déficit de ATP compromete o funcionamento celular e pode levar a sérios danos no
organismo, uma vez que o ATP é essencial para fornecer energia a todos os processos
biológicos. Quando há falta dessa molécula, os efeitos variam dependendo da
gravidade e do órgão afetado.
Principais consequências do déficit de ATP:
- Fadiga e Fraqueza Muscular
→ Sem ATP suficiente, as células musculares não conseguem contrair e relaxar
corretamente, resultando em fraqueza e cãibras. Isso é observado em doenças
mitocondriais e na fadiga crônica.
- Comprometimento Neurológico
→ O cérebro consome grandes quantidades de ATP para manter os impulsos nervosos.
Sua deficiência pode causar dificuldade de concentração, confusão mental, lapsos de
memória e até doenças neurodegenerativas (como Alzheimer e Parkinson).
- Disfunção Cardíaca
→ O coração precisa de ATP para manter suas contrações. Um déficit energético pode
levar a arritmias, pressão baixa e insuficiência cardíaca em casos graves.
- Distúrbios Metabólicos
→ O metabolismo celular desacelera, resultando em resistência à insulina, dificuldades
na queima de gordura e acúmulo de toxinas no corpo.
- Dificuldade na Regeneração Celular
→ Sem ATP suficiente, processos como a cicatrização de feridas e a regeneração celular
são prejudicados.
- Diminuição da Imunidade
→ A falta de energia compromete a produção de células imunológicas, deixando o
corpo vulnerável a infeções e doenças autoimunes.
- Disfunção Mitocondrial
→ Como o ATP é produzido pelas mitocôndrias, qualquer problema nesse processo
pode resultar em doenças mitocondriais, afetando órgãos com alta demanda
energética (cérebro, músculos e coração).
O déficit de ATP é um fator determinante na fadiga crônica, doenças
neurodegenerativas e disfunções metabólicas. Manter a produção de ATP em níveis
adequados é essencial para energia, longevidade e prevenção de doenças.
Fortalecimento do sistema imunitário
Desempenha um papel crucial na proliferação de células imunológicas, ajudando o
organismo a combater infeções.
Formação do colagénio e reparação de tecidos
O ferro participa da síntese do colagénio, proteína estrutural importante para a saúde
da pele, articulações e tecidos conjuntivos.
Desenvolvimento cerebral e função cognitiva
Essencial durante o crescimento fetal e infantil, contribuindo para a formação neuronal
e desenvolvimento do cérebro.
Em adultos, níveis adequados de ferro garantem melhor memória, concentração e
desempenho mental.
Ferro um mineral
O ferro (Fe) é um elemento químico metálico, pertencente ao grupo dos metais de
transição, com número atômico 26 e símbolo Fe (derivado do latim ferrum). É o quarto
elemento mais abundante na crosta terrestre e um dos principais constituintes do
núcleo do planeta.
Na natureza, o ferro raramente é encontrado em sua forma pura devido à sua alta
reatividade com o oxigénio e a umidade, formando óxidos e hidróxidos de ferro (como
hematita, magnetita e limonita).
Principais Minerais de Ferro:
Os minerais de ferro são classificados com base no seu teor de Fe₂O₃ (óxido de ferro) e
na sua aplicação industrial.
- Hematita (Fe₂O₃) – Principal minério de ferro, rica em ferro e utilizada na
siderurgia. - Magnetita (Fe₃O₄) – Contém ferro de alta pureza e apresenta propriedades
magnéticas. - Limonita (FeO(OH)·nH₂O) – Formada por intemperismo, comum em solos
lateríticos. - Siderita (FeCO₃) – Um mineral de ferro menos comum, encontrado em rochas
sedimentares.
Propriedades Físico-Químicas do Ferro Mineral:
✔ Dureza: 4,5 na escala de Mohs (relativamente duro).
✔ Densidade: 7,87 g/cm³.
✔ Cor: Cinza metálico em sua forma pura; avermelhado/amarelado quando oxidado.
✔ Magnetismo: Magnetita é fortemente magnética; hematita pode ser fracamente
magnética.
✔ Reatividade: O ferro reage com oxigênio e umidade, formando ferrugem
(Fe₂O₃·xH₂O).
Como ter ótimos níveis de ferro no organismo
Manter bons níveis de ferro é essencial para a saúde, como vimos anteriormente pois
esse mineral desempenha um papel fundamental no transporte de oxigénio, na
produção de energia celular (ATP) e na síntese de hormonas e neurotransmissores.
Para isso, o ferro deve ser ingerido adequadamente e absorvido de forma eficiente no
intestino.
Duas vias para garantir bons níveis de ferro
– Ingestão natural (alimentação)
– Suplementação
O foco deve estar em estratégias que maximizem a absorção do ferro, tornando a
alimentação vegetal suficiente e equilibrada. Algumas dessas estratégias incluem:
Cozinhar em panelas de ferro sem peliculas de proteção.
Fontes vegetais ricos em ferro:
Leguminosas (lentilhas, grão-de-bico, feijão)
Vegetais de folha verde-escura (espinafre, couve, agrião)
Sementes (abóbora, girassol, sésamo, chia, linhaça)
Frutos secos (tâmaras, ameixas, damascos secos)
Quinoa, amaranto e cereais integrais
Algas marinhas (spirulina, nori, chlorella)
Tofu e derivados de soja
Otimização da absorção:
Vitamina C (laranja, limão, morango, pimentão) melhora a absorção do ferro.
Evitar inibidores como cálcio, café, chá e alimentos ricos em fitatos durante as refeições
ricas em ferro.
Fermentação e demolha de cereais e leguminosas reduzem os fitatos, aumentando a
biodisponibilidade do ferro.
O mito de que precisamos do sangue de outros seres vivos para sobreviver está a ser
desconstruído com base na ciência e no despertar de uma consciência mais elevada. A
verdadeira evolução passa pelo respeito por todas as formas de vida e pelo
alinhamento da nossa alimentação com um propósito mais sustentável e ético.
Como garantir a absorção eficiente do ferro?
A absorção do ferro ocorre principalmente no intestino delgado (duodeno e jejuno). No
entanto, diversos fatores podem reduzir ou aumentar essa absorção.
Inibidores da absorção do ferro (Evitar consumir junto com fontes de ferro):
Cálcio – Compete com o ferro na absorção intestinal.
Exemplo: Laticínios (leite, queijo, iogurte) devem ser consumidos separadamente
das refeições ricas em ferro.
Magnésio – Interfere na absorção do ferro ao competir pelos mesmos
transportadores.
Exemplo: Evitar suplementos de magnésio junto com ferro.
Zinco – Outro mineral que compete pela absorção com o ferro.
Exemplo: Suplementação de zinco deve ser feita em horários diferentes do ferro.
Café e chá (taninos e polifenóis) – Se ligam ao ferro, formando complexos
insolúveis que dificultam a absorção.
Exemplo: Evitar café, chá verde, chá preto e vinho junto com refeições ricas em
ferro.
Fibras alimentares e fitatos – Presentes em cereais integrais e leguminosas,
reduzem a absorção do ferro.
Exemplo: Para melhorar a absorção do ferro de feijões e lentilhas, deixá-los de
molho antes do cozimento para reduzir os fitatos.
Potenciadores da absorção do ferro:
Vitamina C (Ácido ascórbico) – Aumenta a absorção do ferro ao transformá-lo
numa forma mais solúvel.
Exemplo: Adicionar sumo de limão ao espinafre ou consumir laranja com feijão.
Ácido cítrico e ácido málico – Presentes em frutas cítricas e vegetais, também
melhoram a absorção do ferro.
Ambiente ácido no estômago – O ferro é melhor absorvido quando o pH gástrico é
mais baixo.
Exemplo: Evitar o uso excessivo de antiácidos e inibidores da bomba de prótons
(como omeprazol), que reduzem a acidez gástrica.
Para garantir ótimos níveis de ferro, é essencial equilibrar a alimentação ou
suplementação com estratégias que maximizem sua absorção e evitar substâncias que
possam dificultar sua biodisponibilidade. Pequenos ajustes na dieta, como evitar
laticínios e café nas refeições ricas em ferro e incluir fontes de vitamina C, podem fazer
uma grande diferença na eficácia da absorção desse mineral essencial para a saúde.
Panelas de Ferro Antigas: A Melhor Fonte Natural de Ferro?
O uso de panelas de ferro para cozinhar é uma prática antiga e eficaz para aumentar a
ingestão natural de ferro. Quando cozinhamos alimentos em panelas de ferro,
pequenas quantidades do mineral são transferidas para os alimentos, especialmente se
houver um meio ácido envolvido no processo.
Como as panelas de ferro aumentam a absorção de ferro?
Libertação do ferro → O calor e a acidez dos alimentos ajudam a desprender partículas
de ferro da panela para os alimentos.
Ferro biodisponível → O ferro liberado das panelas está numa forma altamente
absorvível pelo corpo humano.
Efeito amplificado por ácidos → Alimentos ácidos, como tomate, vinagre e limão,
aumentam ainda mais a transferência de ferro para os alimentos.
Dicas para maximizar a absorção do ferro com panelas de ferro:
Usar alimentos ácidos: Cozinhar com tomate, vinagre, vinho ou limão potência a
liberação do ferro.
Evitar cozinhar alimentos muito secos: Caldos e molhos absorvem mais ferro da panela
do que alimentos sólidos.
Manter a panela bem-curada: Evitar o uso excessivo de sabão e manter uma leve
camada de óleo ajuda a evitar a corrosão e a ferrugem.
Não armazenar alimentos na panela: O ferro pode oxidar e alterar o sabor dos
alimentos.
Chá de Limão em Jejum: Potencializador Natural do Ferro
Uma das formas mais simples e eficazes de melhorar a absorção de ferro no organismo
é consumir chá de limão em jejum, pois:
A Vitamina C presente no limão ajuda a converter o ferro (de origem vegetal ou das
panelas) em uma forma mais absorvível.
O pH ácido do limão melhora a dissolução do ferro e a sua entrada na corrente
sanguínea.
Ajuda na limpeza do trato digestivo, preparando o organismo para absorver melhor os
nutrientes ao longo do dia.
Como preparar e consumir o chá de limão para otimizar a absorção do
ferro?
Ferver umas cascas de limão na panela de ferro.
Opcional: Adicionar gengibre ou curcuma para um efeito anti-inflamatório e
digestivo.
Beber em jejum, cerca de 20 a 30 minutos antes da primeira refeição.
Bebidas fermentadas como kefir de água, kombucha e vinagre de maçã também
são ótimas opções para aumentar a absorção de ferro.
O ferro das panelas antigas é uma fonte poderosa e natural desse mineral essencial, e o
chá de limão atua como um catalisador que melhora a sua absorção. Combinando
estas estratégias simples e acessíveis, é possível aumentar os níveis de ferro no
organismo de forma natural, sem necessidade de recorrer a suplementos artificiais.